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26.Jul.18

Caso Capirizanje: Três anos de prisão para motorista que desviou camião de combustível

Caphirizange

 O Tribunal Judicial de Moatize, centro de Moçambique, condenou esta quarta-feira a três anos de prisão o motorista que desviou um camião cisterna com combustível, que acabou por explodir e matar 115 pessoas no centro do país, em 2016.

 

Sabino Cardoso «foi condenado por crime de furto qualificado de 7000 litros de combustível pertencentes a uma empresa malauiana», disse Sales Mulima, juiz do processo, citado pela Rádio Moçambique.

 

O tribunal entendeu que não se devia condenar Sabino Cardoso pela morte das 115 pessoas, considerando que foram as vítimas que tentavam roubar o combustível de Sabino Cardoso que provocaram a explosão.

 

«Não faz sentido condenar o réu Sabino Cardoso pelas mortes que ocorreram no local. E é bom que fique claro que nesse dia o réu já não estava no local e se a população não tivesse ido lá para subtrair a gasolina nós não estaríamos aqui», observou o juiz.

 

Além de Sabino Cardoso, o tribunal condenou também a seis meses de prisão, penas que serão convertidas em multas, os réus Custódio Marizane e Celestino Gento, membros da Polícia moçambicana que encobriram o crime de furto qualificado. Sabino Cardoso terá ainda de pagar uma indemnização de cerca de 5000 euros à empresa malauiana.

 

Um camião cisterna com combustível incendiou-se a 17 de novembro de 2016, em Caphiridzange, província de Tete, na sequência de um assalto coletivo, depois de ter sido desviado da estrada. A tragédia provocou a morte a 115 pessoas e Moçambique esteve de luto nacional durante três dias.

 

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