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23.Jul.18

Moçambique cauteloso sobre pedido de extradição de ruandeses procurados por Kigali

PRMZRW

 Os governos de Moçambique e do Ruanda continuam sem acordo para a extradição de cidadãos ruandeses procurados por alegado envolvimento no genocídio de 1994, que causou a morte de perto de um milhão de cidadãos da etnia Tutsi.

O governo de Kigali entregou, no ano passado, ao executivo moçambicano, a lista de pelo menos 10 cidadãos que, acredita, estejam a viver em Moçambique, onde terão entrado como refugiados.

 

A intenção ruandesa voltou a ser abordada na sexta-feira em Kigali, durante as conversações oficiais entre o Presidente Filipe Nyusi e o homólogo ruandês. Filipe Nyusi disse, em conferência de imprensa que marcou o final da sua visita ao Ruanda, que ainda não há qualquer acordo, contudo, há avanços.

 

“As conversações sobre o processo, os critérios e o momento da extradição evoluíram”, disse o Presidente da República, na conferência de imprensa que marcou o fim da sua visita de Estado ao Ruanda. Segundo o Chefe de Estado, o governo de Paul Kagame voltou a manifestar interesse de ver os foragidos da justiça a serem extraditados. De acordo com o Chefe de Estado, o processo está dependente do acerto nos dispositivos jurídicos para o efeito, mas garantiu que há compreensão por parte das autoridades de Kigali.

 

“Estamos a desenvolver e eles estão a compreender, porque há muita coisa envolvida” explicou. Apesar do processo de reconciliação ter iniciado há cerca de duas décadas, o governo de Kagame, não prescinde da extradição dos cidadãos envolvidos na trágica situação de 1994, para que respondam perante a justiça e se reconciliem com a história. Questionado na quinta-feira sobre o estágio da reconciliação, Paul Kagame disse que ainda está em curso.

 

“A reconciliação não é um processo acabado. Não se podem definir datas para que esteja concluído. Houve muita coisa feita mas, o que há ainda algo por fazer e o que está por fazer, ainda está lá e o fim e estamos a trabalhar” disse o estadista ruandês. Apesar deste caso, Filipe Nyusi considera que as relações bilaterais estão boas e saíram reforçadas durante a visita de Estado que realizou.

 

“Foram reforçadas as nossas relações de amizade e cooperação que era o objectivo central da visita, mas também, durante a visita, de forma contundente, trabalhamos na diplomacia económica”, disse Filipe Nyusi.

 

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