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21.Jul.18

Parque da Gorongosa regista aumento de turistas 18 meses após cessar-fogo

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 O Parque Nacional de Gorongosa (PNG) registou um aumento de turistas em 60% desde o anúncio em dezembro de 2016 do cessar-fogo no confronto entre as forças governamentais e o braço armado da Renamo, anunciou fonte oficial.

«A situação está positiva. Temos muitos turistas nacionais e estrangeiros a quererem visitar o parque», disse Patrícia Guerra, diretora do PNG, à margem de um evento realizado hoje em Maputo.

Guerra falava hoje em Maputo à margem da antestreia do documentário «Na Linha da Frente: Os Fiscais do Parque de Gorongosa».

Apesar de destacar o aumento no número de visitantes durante os últimos 18 meses, a diretora do PNG aponta desafios, com destaque para a melhoria das vias de acesso, que não estão nas melhores condições.

O parque está igualmente a afirmar-se como um polo de investigação científica da vida animal, atraindo pesquisadores e estudantes de várias partes do mundo, segundo aquela responsável.

«Temos equipas que vêm para o PNG a cada quatro ou seis meses, de paleontologia, etologia, dedicada só aos mamíferos, pequenos e grandes. Temos uma abrangência grande», acrescentou.

As Forças de Defesa e Segurança moçambicanas e o braço armado do maior partido da oposição, a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), trocaram tiros no centro e norte do país em 2016 até ao primeiro período de tréguas anunciado pelo falecido líder do partido, Afonso Dhlakama, em dezembro.

A guerra vitimou um número desconhecido de pessoas, com ataques a autocarros, comboios e outros alvos civis, afundou a economia nas regiões afetadas e provocou uma crise de refugiados.

Renamo e Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), partido no poder, trocaram acusações mútuas de perseguições e assassínios políticos. Os conflitos surgiram depois de a Renamo ter recusado aceitar os resultados das eleições gerais de 2014, exigindo governar em seis províncias onde reivindica vitória no escrutínio.

É nessa sequência que uma revisão da constituição para a descentralização foi aprovada na quinta-feira pelo parlamento moçambicano, no âmbito da continuação de um processo negocial iniciado pelo chefe de Estado moçambicano, Filipe Nyusi, e pelo falecido líder da Renamo.

 

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